Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

de costas pr'ó mar

por Mariana Sofia

por Mariana Sofia

de costas pr'ó mar

10
Fev17

#1 conversas de autocarro | a caligrafia

Mariana Sofia

A 6.ª feira é um bom dia. Um bom dia para se começar algo novo. Uma rubrica, por exemplo. Quase todos os blogs que sigo e gosto muito, têm uma ou várias até. Também queria ter uma. Quer dizer, já tenho uma amostra de rubrica — a rota das pizzas. Queria uma rubrica que fosse diferente do habitual. E porque não, falar sobre as conversas que se ouvem no autocarro? Algumas são bastante interessantes. 

 

Os transportes públicos fazem parte da minha rotina diária. São dos locais onde conseguimos identificar uma diversidade de personalidades e uma multiplicidade de conversas com conteúdo bastante diferente. Por vezes, pode tornar-se constrangedor. Sempre fui uma pessoa bastante observadora e o meu curso, Sociologia, só veio aprimorar a coisa. Por norma, observo discretamente. Se há coisa que me tira do sério é que fixem o olhar em mim. 

 

A conversa que vos trago hoje, ocorreu entre uma senhora e as suas colegas/amigas. Estava ela a falar dos trabalhos de casa que o filho levava para casa e das mil e uma artimanhas que arranjava para não os fazer (apoio a 100%, brincar é bem mais importante ). Mas o que a estava a incomodar era a caligrafia. Não que a criança escrevesse mal. Ou que a sua letra fosse menos bonita. Antes, irritava-a a exigência da professora na caligrafia das crianças no 1.º ciclo. 

a9f606122eff7b4a0f89fe99ce9e504d.jpg 

Pensemos juntos. A senhora até tinha a sua razão. As crianças, tal como nós, em tempos mais ou menos longínquos, aprendem a escrever com uma letra demasiado desenhada. Esforçam-se, uns mais do que outros, por aprimorar a coisa, dado que são mais valorizados quando a letra é mais bonita. No meu tempo, era assim. Os professores exigem que a letra seja o mais desenhada possível, o mais bonita e perfeita que consigam fazer. Chegam a "recomendar" aqueles cadernos de 2 linhas, para que a letra seja daquele tamanho e não de outro 

 

Pergunto-me eu, na minha inocência, para quê tanta exigência com uma letra que, muito provavelmente, nunca mais vão usar? Chegam ao 2.º ciclo e a letra muda. Deixam de escrever com letra da primária e passam a escrever como os crescidos. Sentem-se mais importantes. E, com o passar do tempo arranja-se um tipo de letra consoante a necessidade. Coisa simples e rápida. Não se preocupem muito com a letra. Quando chegarem à faculdade, vão preocupar-se mais em entender o que escreveram 

 

Professores e afins preocupem-se antes, com o comportamento assustador das crianças. Andam pela rua com pistolas de plástico. Preocupem-se em manter as crianças entretidas e a brincar nos intervalos. Correr, saltar, jogar às escondidas, à apanhada, à macaca. Não com um aparelho que dá luz e que tem aquele último jogo de porrada.  

"Matrecos, que saudades vossas"

beijinhos **

Não se esqueçam que estamos no instagram, facebook e bloglovin'.

Descobre mais aqui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

On Instagram

On Blogging

blogging.pt

On Bloglovin

Follow

Bloggers Squad Portugal

Parcerias