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de costas pr'ó mar

por Mariana Sofia

por Mariana Sofia

de costas pr'ó mar

17
Fev17

#2 conversas de autocarro | 'Já não estou a achar piada'

MariSofia

Há situações que me deixam, de facto, estupefacta. E irritada também. Uma delas é a educação das pessoas. Ou melhor, a falta dela. O que mais me preocupa é a educação dos jovens. A que eles transmitem aos filhos. Quando falo em jovens, falo em idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Será que nestas idades estamos preparados para cuidar e educar, tal como os nossos pais faziam? Sim, as épocas são diferentes. Mas a educação devia reger-se pelos mesmos princípios e valores.

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Não crítico mães adolescentes ou nestas idades, cada um sabe o que é melhor para si e quais as barreiras que não deve transpor. Cada um sabe o que quer desta vida e quais são os objetivos que pretende alcançar.  Também não critico a educação que dão aos filhos. Cada um dá a que recebeu. Às vezes melhor, outras vezes pior. Mas fico incomodada com algumas situações. 

 

O que vos trago hoje não é tanto uma conversa. Estavam mãe e filha. Esta sentada confortavelmente no seu carrinho, entretida a ouvir a música do panda no telemóvel da mãe. Comecemos já por aqui: porque raio é que uma criança, com 2 ou 3 anos, não brinca com outra coisa qualquer? Podia ter levado o seu Nenuco meio despido e virado de cabeça para baixo. Mas não, o telemóvel é que é educativo. Tenho a impressão de que quando nascem, lhes metem logo na mão um telemóvel. A habituação é mais rápida. E de preferência com wi-fi, para estarem sempre conectados com os restantes bebés. Na verdade, já não me espanta. Incomoda-me, mas não posso fazer nada. 

 

A música acabou. FINALMENTE, pensei eu na minha ingenuidade  Enquanto a mãe estava a escolher música, a criança decidiu que havia de se divertir a dar palmadas no braço da mãe. Não podemos dizer bater, porque o assunto torna proporções muito maiores. Quando é o pai/mãe a dar uma palmadinha no filho, ai meu deus, está a agredir violentamente. Quando é o contrário, está tudo bem. Ai que é tão engraçado. Não me parece. Não acho piada. E fico com caras de muito poucos amigos. 

O engraçado da situação foi o facto da mãe lhe ter dito "já não estou a achar piada", o que deveria ter feito com que a criança entendesse que o que estava a fazer não era correto. Totalmente o contrário. A mãe disse-lhe isso e continuou a rir. Estava a achar piada, portanto. 

 

Daqui a uns anos não se queixem. Agora acham piada. Lá vai chegar o tempo, em que deviam ter parado a tempo. A educação começa no berço. Um castigo na hora certa. Uma palmada no momento certo. Uma cara triste quando é preciso. Fui bem educada. Graças a Ele. 

 

"O aborrecimento está de castigo e esta noite não pode sair". 

(mr. wonderful)

beijinhos **

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