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de costas pr'ó mar

por Mariana Sofia

17
Mar17

#6 conversas de autocarro | o problema dos transportes públicos

Mariana Sofia

Gosto muito de viajar. Seja para onde for. Levem-me daqui para ali e eu já fico contente. Gosto de passear a pé. Mas não gosto de me deslocar a pé. Gosto de andar de carro. O avião é o meu preferido. O comboio não me seduz. O metro é assim-assim. O autocarro é um suplício. Ninguém devia merecer ter que andar do autocarro, diariamente. Falo de todos no geral, na Carris em particular. 

 

Não gosto de nenhum. Detesto. E o problema não vê maneira de melhorar. A Carris passou a ser propriedade da Câmara Municipal de Lisboa. Em vez de melhorar, piorou. As restantes companhias de transportes não sei. É muito raro andar nelas. Mas quando sou 'obrigada' a usar a rodoviária, por exemplo, não me parece que a coisa seja mais bonita. Mas vamos por partes, para ver se não nos perdemos. 

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Preços. Andar de transportes públicos é uma exorbitância. É uma parvoíce. Para a qualidade do serviço é um atentado. O preço de um bilhete na Carris é 1,80€. Na Rodoviária, de Moscavide para São João da Talha, chega a quase 3€. Querem que as pessoas sejam amigas do ambiente. Amigos, eu cá preferia pagar combustível, parque e portagens, a ter que pagar 200€ de passe, quando se tem que fazer a compilação de várias companhias de transportes. Muitas pessoas levantam-se com as galinhas e ainda correm o sério risco de chegarem atrasadas.

 

Horários. São raras as vezes que consigo apanhar um autocarro a horas certas, vários dias seguidos. Até investirem no sistema de mensagens que nos indicam qual o tempo exato que falta. Aos fins de semana não funciona. Aos feriados também não. Quando já estamos a ficar atrasados também deixam de responder. Portanto, muito útil. 

 

Simpatia. É o ponto que mais gosto. Alguns motoristas são uma simpatia que até faz arrepiar a espinha. Não respondem às pessoas. Quase que entalam as pessoas, porque já vão fora do seu horário. Quando já vão atrasados, quase sempre, metem o pé tão depressa no acelerador como eu corro ainda mais depressa para ir comer um Santini. Uma pessoa toca e se não corre para a porta, segue até Vila Franca de Xira, sem dar conta. Existem exceções, raras. Mas existem bons motoristas. 

 

Cheiro. A sério, isto é o mais incomodativo. Uma pessoa tem que ir com uma máscara de oxigénio. O pior é no verão. E no verão, na hora de ponta?  Eu percebo que ao fim de um dia de trabalho, o cheiro do perfume e do desodorizante não seja o mesmo que colocámos de manhã. Quem trabalha num escritório, sentado o dia todo e a levar com o ar condicionado, estando sempre a uma boa temperatura, não se pode equiparar a um trabalhador das obras, que passa o dia todo a transpirar por tudo o que são poros. Também percebo que há pessoas que têm mais dificuldades financeiras, no entanto, não ostente telemóveis da última geração. Investir num bom desodorizante seria bem melhor e faziam um bem a todo a comunidade. 

 

Conseguiram perceber o porquê de sofrer horrores quando ando de autocarro? No metro, os problemas não são os mesmos, mas aquele senhor que entra todos os dias de manhã, à tarde, à noite, na Estação da Bela Vista, a tocar acordeão com o cão drogado lá em cima, tira-me do sério. 

 

"O destino não é tão importante como a viagem."

(mr. wonderful)

beijinhos **

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