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de costas pr'ó mar

por Mariana Sofia

26
Set17

#8 conversas de autocarro | 'você sabe quem eu sou?'

Mariana Sofia

Há situações que me deixam com os cabelos em pé e com os nervos em franja. E pessoas que têm o rei na sua farta barriga, dão-me vontade de perder o respeito que tenho para com todos os que me rodeiam. É por isso que viajar de autocarro consegue ser uma verdadeira paródia, ao mesmo tempo que é uma verdadeira luta contra os nervos. Simplesmente porque as pessoas insistem em meter-se onde não são tidas nem achadas, incomodando a viagem dos demais. E o mais grave é o conteúdo de tais situações.

conversas de autocarro.jpg

Pois bem, entraram pessoas no autocarro, entre elas, um grupo de 4 amigos e uma cadela pequena. O pobre do animal estava assustado e sentado no chão, a um canto e sem incomodar quem quer que fosse. Às tantas, vira-se um homem nem sei bem vindo de onde, começando a falar com um dos rapazes do grupo. Estaria a informá-lo acerca do transporte de animais em transportes públicos, se tivesse falado de outra forma. O rapaz, por sua vez, pouco ou nada lhe prestou atenção, referindo apenas que o motorista os tinha deixado entrar e não levantara qualquer problema. E agora começa a palhaçada. 

 

Não contente com o desprezo, bem como com a resposta do rapaz, o infeliz retirou a carteira do bolso e disse em alto e bom som "Mas você sabe quem eu sou? Parece-me que quer ter problemas.", ostentando um cartão da autoridade tributária. A sério? Sim.

 

Ora, não contente com toda a palhaçada que já tinha armado, foi ter com o motorista e denunciou que haveria um cão no autocarro, sem as devidas precauções. O motorista cheio de medo da autoridade tributária perguntou onde estava o cão. O rapaz acusou-se. A viagem prosseguiu porque protestei bem alto (não me enervem pessoas infelizes) e disse que o cão não estava a incomodar ninguém, havendo pessoas com compromissos mais importantes do que estar a discutir aquilo. A viagem prosseguiu com o cão a sair na mesma paragem do que eu. 

 

No fim, ainda irritada com todo aquele circo, questionei-me qual o maior problema: se o facto do cão ter entrado no autocarro sem estar numa caixa transportadora, ou se o facto do motorista não ter dado conta de que ele entrou. Qualquer pessoa pode lá entrar, armadilhada até aos dentes, que o senhor motorista não liga nenhuma. Se o cão deveria ter entrado nas devidas condições? Sim, deveria porque existe lei para tal. Mas foi necessária tal peixeirada? O homem arrogante e infeliz não devia ter passado as multas suficientes para ter ficado satisfeito. Pessoas, eu tenho mais do que fazer do que lidar com esta gentinha. Preocupem-se antes com as pessoas que entram e não pagam bilhete. Ou com aquelas que não conhecem os fones. 

beijinhos **

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