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de costas pr'ó mar

por Mariana Sofia

15
Ago17

Fugi de Lisboa. Fui pró Sol da Caparica.

Mariana Sofia

Nos últimos dias andei um bocadinho ausente. Por uma boa razão:'De Lisboa vou fugir, Vou pró Sol da Caparica'. E, gostei tanto que já penso nos dias 16, 17, 18 e 19 de agosto de 2018. E, hoje vou contar-vos tudo sobre a minha primeira vez num festival de verão. 

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(imagem retirada do site oficial)

* Organização

Toda a organização do festival está de parabéns. Apesar de (ainda) não ter termo de comparação, achei que estava que estava tudo nos trinques no que toca à organização. Os dias 10, 11, 12 e 13 de agosto foram escolhidos a dedo. Esteve um tempo maravilhoso, apesar das noites frias. O recinto é enorme, permitindo a circulação sem grande dificuldade, fora da zona dos concertos. Havia diversos paramédicos equipados com o necessário para socorrer em caso de eventualidades. Tal como cantoneiros de limpeza, que estavam frequentemente a apanhar os copos do chão (não pela falta de caixotes, que até eram bastantes) e a mudar os sacos do lixo.

 

* Horários

As portas do recinto abriram às 16h. Os concertos eram divididos em dois palcos, começando às 18h e terminando às 02h. Achámos que ir logo às 16h seria cedo demais. Mas agora que terminou, teria valido a pena ir cedo para poder ver tudo o que o recinto tinha para nos oferecer. Para o ano já sabemos. 

Uma sugestão: divulguem os horários dos concertos com mais tempo de antecedência. É útil para quem está indeciso na compra de bilhete. E ajuda na organização. 

 

* Restauração

Mais ofertas houvesse, mais tempo demoraríamos a escolher onde comer. Desde pizzas, hambúrgueres, crepes, noodles, a comida saudável e vegetariana. As bebidas eram as mais diversas, e caras também. Mas isso já estamos fartos de saber. Podemos entrar com água, mas sempre sem tampa. 

 

* Ofertas

Tínhamos uma vasta oferta de atividades culturais e desportivas. Surf, provas de skate, arte urbana, dança e exposições. Um anfiteatro. Havia bebedouros próprios, com água de Almada. Ofereciam-nos copos. Lenços de festivaleiros. Já o chapéu tive que o pagar. Mas até veio com uma t-shirt. Ainda fiz uma tatuagem, à pala. Fotografias e cenários para fotografias, sem mais não. 

 

* Concertos

3 palcos. 11 horas de música. + de 30 artistas. Música 100% portuguesa. Artistas para todos os gostos. A Mariza proporcionou um momento único. Até arrepiava. Os HMB fizeram-me dançar e cantar. O Djodje encantou. E os Xutos e Pontapés foram exemplares, mas nada de WOW. O Luís Represas deixou-me rendida. E o Matias Damásio deixou o público 'Louco'. Os restantes foram igualmente maravilhosos, tenho a certeza.

 

Já estou pronta para fugir novamente de Lisboa 

beijinhos **

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08
Ago17

Summer time #5

Mariana Sofia

Sintra é um dos recantos mais bonitos do nosso país. Tem uma serra assustadoramente magnífica. Um Castelo, Palácios e Quintas. Tudo absurdamente caro. Não para os turistas, mas para os que cá moram e gostam de ir à descoberta daquilo que os rodeia. Fora isso, os lugares bonitos merecem ser descobertos e conhecidos e, por isso, a Quinta da Regaleira foi a nossa primeira escolha na descoberta dos caminhos de Sintra.

 

A Quinta da Regaleira foi construída entre 1904 e 1910. Com uma residência de veraneio (ou um palácio, se preferirem) da família Carvalho Monteiro, ao estilo neomanuelino. E tem ainda o jardim mais bonito e surpreendente que já vi. É extraordinariamente grande, repleto de lugares cheios de magia e mistério. Com grutas, cascatas e percursos subterrâneos. Com miradouros que nos oferecem uma vista incrível sobre Sintra. A Quinta da Regaleira está cheia de história, e cheia de vida. 

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'É nas pequenas coisas que econtramos a perfeição.'

beijinhos **

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04
Ago17

Armação de Pêra | O Regresso

Mariana Sofia
Chegou a hora de fazer as malas. Chegou a hora de dizer adeus ao sítio onde fui tão feliz, que bastou para o resto do ano. Armação de Pêra recebeu-me e fez-me feliz durante 1 semana. Foi pouco. Soube a pouco. Mas aproveitei cada segundo. Cada momento. Aproveitei tudo, até ao último grão de areia e gota de água, como se fosse o último dia. Já há muito que não rumava até ao Algarve. Tinha muitas saudades. Agora fiquei com mais saudades ainda. Vi, em muito tempo, o céu completamente estrelado. E não imaginam o sorriso rasgado com que fiquei. Fui feliz. E quero voltar ao sítio onde fui tão feliz. 

 

O regresso foi demorado. Ainda fomos visitar Vila Nova de Milfontes, por onde almoçámos. Gosto de vilas. São pequenas, mas gigantes em história e beleza. Vila Nova de Milfontes é uma vila para lá de extraordinária. Cada recanto é mais bonito do que o outro. As casas rasteiras e coloridas dão vida àquela vila. Há pessoas a circular. Gente nova que enche de vida e alegria as ruas pequenas. Gente velha que vê, todos os dias, o desenvolvimento da sua vida e da sua terra. As praias são igualmente deslumbrantes. Um passadiço recente que permite caminhar, ver, ouvir e sentir. 

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Para almoçar, optámos pelo restaurante 'A Fateixa', com uma vista perfeita para o rio Mira. O atendimento é 5*. Os pedidos estavam muito bem servidos e deliciosos. Bacalhau assado. Lulas à casa (fritas em azeite e alho). Tiborna de polvo. A sobremesa tinha que ser, obviamente, na Mabi. Um gelado de carapinhão. Outro de lima/limão e mabi.

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Terminado o almoço, fomos até Porto Covo. A Ilha do Pessegueiro está lá. O vento também. E o melhor de tudo: a melhor paisagem que já tive a oportunidade de ver em 21 anos de vida. Nunca vi nada tão natural, tão verdadeiro, tão magnifico. Porto Covo é lindo, e quem lá mora durante 365 dias tem muita sorte. E uma vida cheia de felicidade.

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"O verão é um amor para a vida toda."

beijinhos **

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03
Ago17

Armação de Pêra | Praia

Mariana Sofia

Somos uns sortudos. Entre outras coisas maravilhosas que o nosso país tem para nos oferecer, são as praias que fazem a delícia de muitos veranianos. Desde o Norte, passando pelo Litoral, e chegando ao Algarve. As praias do Algarve são as mais apetecidas por muitos. E por mim também. O mar é mais límpido e quente. O sol queima mais depressa. A areia é mais grossa, e mais limpa. Em Armação de Pêra, fiz dois percursos. Duas praias diferentes.

 

A Praia dos Pescadores que se situa a 15 minutos a pé do parque de campismo. Tem um parque de estacionamento mesmo ao pé, com o custo de 1,5€ por dia. Vemos as cabanas dos pescadores, os barcos e as redes. O peixe chega de manhã cedo. As gaivotas andam sempre por ali, por entre as pessoas, a ver se pescam qualquer coisa.

 

É também a praia onde se fazem as excursões de barco até às grutas, ou às praias desertas. A zona das embarcações está devidamente sinalizada. Ainda assim, existem pessoas que ficam muito incomodadas por terem que deslocar a sua tralha (chegando ao ponto de deixar o chapéu de sol para o dia seguinte!), para o trator puder passar. O resultado de tal indignação? Os pescadores estão a aguardar a aprovação da capitania para impedirem as pessoas de irem àquela zona da praia. Uma pena, porque eu gostei tanto de lá estar. 

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Depois temos ainda a Praia de Armação de Pêra, para os lados da Fortaleza. Para esta, a deslocação teve que ser feita de carro. O grande problema é o estacionamento. Está sempre lotado, sendo muito difícil encontrar um lugar. Optámos por ir a esta de manhã cedo, por ser mais fácil o estacionamento.

 

Esta praia tem arribas, muitas. O que torna a paisagem tão linda, que não preciso de ir para as Caraíbas. A forma como as rochas estão desenhadas é de uma beleza natural tão intensa, que até custa acreditar como tal é possível. Não dá para explicar, só vendo com os próprios olhos. 

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"O verão é um amor para a vida toda."

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02
Ago17

Armação de Pêra | Onde comer

Mariana Sofia

Ainda agora cheguei e já quero voltar. É fácil habituarmo-nos às coisas boas da vida. Estar de férias é uma delas. E, ir de férias para o Algarve não é sinónimo de comer mal (entenda-se salsichas com atum, ou atum com salsichas, todos os dias), com tanta coisa boa que temos ao nosso redor.

 

Como estávamos num parque de campismo, os almoços e jantares foram à base de grelhados acompanhados de salada. A praça é relativamente perto, que vende o melhor peixe que já comi (ainda assim, continuo a preferir um bom naco de carne), bem com o Talho do Mercado, que vende a melhor carne deste mundo. Comemos carapaus, sardinhas, choupa, costeleta de vitela, frango e piano. Ainda tivemos direito a um petisco: camarão frito com alho e coentros.

 

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Os snacks de praia resumiram-se a fruta, bolas de berlim (sim, eu sou aquela pessoa que só come bolas de berlim na praia), e até uma bolacha americana. Quanto às bolas de berlim, as do Algarve são as melhores. Garanto-vos que o gosto é diferente. A sério. Não sei explicar, mas parece que viajo até à minha infância. Já a bolacha americana é boa, mas não é nada do outro mundo. 

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E, se os dias eram passados na praia, as noite eram para passear pela vila. As lojas estavam abertas noite dentro, assim com a grande maioria dos restaurantes, pastelarias e gelatarias. É nesta altura que o negócio rende a sério, e há que aproveitar e saciar a fome dos turistas. O 'Pai Pinguim' tem uns gelados tão, mas tão bons que voltava lá agora. Numa noite comi um crepe gigante com chocolate e gelado de menta, que estava absolutamente d i v i n a l. Noutra noite, ainda houve espaço para um copo com duas bolas: delícia pinguim (julgo que sabia ou a leite de creme, ou a arroz doce…) e morango.

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Uma das noites estava tão agradável que decidimos ir jantar fora. Como não conhecíamos nada, decidimos seguir o critério: quanto mais cheio, melhor. O 'Davi' correspondeu.  Tivemos que esperar por mesa. Às 22h30 ainda estavam pessoas à espera de mesa. O atendimento é super simpático e eficiente. Pedimos secretos de porco preto, que estava d e l i c i o s o s, bacalhau assado e bife de atum à algarvia. Para sobremesa foi o Misto Algarvio, com alfarroba, amêndoa e figo, que era uma maravilha (segundo consta!). E, como gostamos tanto, quando reencontramos uns tios, fomos lá almoçar. Desta vez, Cataplana de Peixe (ou melhor, tamboril) e bitoque, o melhor que já comi.

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"O verão é um amor para a vida toda."

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