Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

de costas pr'ó mar

Mariana Sofia

23
Jan18

É a memória que constrói o tempo.

3efcb0f56656d031b6e85a3590538888.jpg

 (imagem retirada do Pinterest)

E que nos permite definir a história. A nossa história. Que fica, todos os dias, mais recheada. De bons momentos e de valentes aprendizagens. De pessoas que vêm, ficam e que nos marcam. De pessoas que vêm e que se vão embora, sem aviso prévio. E é com todas as recordações que conseguimos construir a nossa memória, que nos permite construir o tempo. O nosso tempo.

 

É com ternura que oiço as histórias que me são contadas. Sobre os meus avós paternos, que não tive o prazer de conhecer. Sobre a infância dos meus pais. E sobre os momentos de que têm mais saudades. “Jogar ao guelas (berlindes) e ao canivete”, diz a mãe. “Fugíamos da escola e íamos comer as cerejas, lá no monte. Eram tão boas”, diz o pai. Os seus olhos brilham e transbordam de felicidade e nostalgia ao recordarem momentos tão felizes. São estas recordações, ainda tão vivas, na sua memória, que lhes permitem reviver, ainda que por breves instantes, aquilo que um dia os fez tão felizes. Porque era apenas preciso um canivete para fazer as delícias dos mais pequenos. Ou uma árvore carregada de cerejas para ficar com um sorriso e encher a barriga de quem morava no campo.

 

Porque o tempo passa, e ficam apenas as recordações dos melhores momentos. Porque são essas recordações que nos lembram o quão felizes já fomos. E todas as aprendizagens e objetivos que já alcançamos. Porque é com a construção dessas memórias que nos desafiamos a fazer mais e melhor. Alcançar o tempo é um desafio constante. E fazer com que ele não se esgote é a melhor forma de o aproveitar, ao máximo.

beijinhos **

Não se esqueçam que estamos no instagramfacebook e bloglovin'.

18
Dez17

Xmas | A memória mais doce

As memórias são a posse de algo vivido.”

(André Marques) 

6F9F379F-7A5C-43E2-8894-E07FA1326FBF.jpg

Era eu uma criança ansiosa para ter presentes na árvore de natal. E era dia 24 de dezembro. Como eu nunca fui criança de andar sempre a mexer nos embrulhos com o meu nome, a cheirar, a abanar e apalpar, os presentes destinados à minha pequena pessoa só ia para a árvore no dia de os abrir.

 

Tinha acabado de acordar e ouvi o estore do quarto dos meus pais a abrir e fechar. Achei que fosse o pai natal. Ah sim, eu sabia que o Pai Natal era uma figura, mas sempre gostei de acreditar que ele existia. Fui a correr (apesar dos quartos serem pegados um ao outro, mas imaginem a minha emoção na mesma!) e quando cheguei fiquei pasmada. Os meus pais tinham um baú mesmo em frente à janela, que estava cheio de presentes. E todos com o meu nome. Claro que não me calei até à altura de os abrir. Mas eu já tinha presentes com o meu nome, e tinha sido o pai natal a trazer-mos à minha casa. Às 00h lá estava eu toda contente a abrir a minha auto-caravana da Barbie. Cor de rosa, ainda por cima.

 

O meu irmão ficou a noite toda a montar aquilo. Coitado, estão vocês a pensar. Nada disso, ele ficava sempre acordado até altas horas da madrugada a jogar no computador. Não lhe custava nada arranjar a minha auto-caravana cor de rosa da Barbie. Porque no dia 25 de dezembro, acordei bem cedo para ir brincar. Agarrei nas minhas barbies e no meu Ken (sim, um só homem para tantas mulheres, ups) e lá fui eu toda contente para o chão da sala.

 

Sempre fui uma criança com muitos brinquedos. Mas as barbies sempre foram as minhas preferidas (e o Lego, mas não era meu). E a minha sala parecia a feira, cheia de tralha no meio do chão. Mas eu estava feliz. Muito feliz.

 

beijinhos **

Não se esqueçam que estamos no instagramfacebook e bloglovin'.

27
Set17

DIY | Travelogue

Gosto de viajar. Seja dentro ou fora do país, gosto muito. Gosto de conhecer outros sítios, outras pessoas, outras comidas. Gosto sobretudo de ir à descoberta do desconhecido, de novas culturas e de novas histórias. E, nem de propósito porque acabo de chegar de Roma. Para a semana vou contar-vos tudo sobre esta surpresa preparada pelos meus pais, e com a qual eu delirei.

 

Gosto de recordar todos os momentos que vivi, principalmente através das fotografias. Mas não só. Eu guardo tudo aquilo que consigo meter na mala que levo comigo. As coisas de Londres estavam todas dentro de um saco, guardadas. E eu queria que estivessem todas num álbum. 

 

Por isso, criei o meu Travelogue (a ideia base é da querida Sacha Hart). Com fotografias, recibos, bilhetes, comentários e coisas que sejam passíveis de ficar documentadas para a posteridade, o vosso diário de viagem ficará perfeito, e qualquer pessoa conseguirá perceber o quão divertida (ou não) foi a vossa viagem.

diário_bordo.JPG

Materiais necessários:

* Fita cola dupla, para não estragar as recordações e fotografias

* Um caderno de folhas lisas - o meu é da Tiger

* Canetas coloridas, para os títulos e setas

* Caneta preta, para os comentários

travelogue_londres.jpg

É simples de se fazer e fica totalmente ao vosso gosto. Podem usar os materiais que quiserem para o personalizarem. Para a capa não ficar a preto, estou a pensar num tecido plástico, com o mapa mundo. A parte de Roma vai ficar diferente, porque cada lugar é especial, com aventuras características.

beijinhos **

Não se esqueçam que estamos no instagram, facebook e bloglovin'.

16
Fev17

DIY | a moldura

Já está. O último detalhe do meu quarto está terminado. Queria uma coisa diferente. Com fotografia à mistura. Tinha uma parede vaga e queria preenchê-la com alguma coisa que tivesse significado e que me fizesse recordar os melhores momentos de sempre. Memórias felizes. Saiu isto, uma moldura diferente, à qual podem ser acrescentadas muitas mais fotografias. 

 

É bem fácil de fazer. Demorou, mais ou menos, 1h. O que dá mais trabalho é acertar tudo. Podem utilizar outro tipo de material para servir de base. 

  

A moldura 

Precisam de:

* Talagarça de Esmirna (indicado para tapetes)

* Tesoura de bicos

* Molas pequenas de madeiras

* 3 pregos

* Fotografias

IMG_5347.jpg

* Para não ficar muito grande, utilizei 1m por 70cm. Acertei todo o corte com a tesoura. Para aumentar o tamanho dos buracos, com a tesoura de bicos, cortei 1 x 1; para ficar um quadrado. 

IMG_5348.jpg

* Optei por dispor primeiro todas as fotografias para ter a certeza onde cortar. Depois cortei tudo. 

* Com um martelo, preguei os pregos na parede, um em cada ponta e outro no meio. É só colocar a moldura e prender as fotografias com as molas de madeira. 

IMG_5349.jpg

 "A melhor forma de acabar as coisas é simplesmente começá-las."

(mr. wonderful)

beijinhos **

Não se esqueçam que estamos no instagram, facebook e bloglovin'.

22
Ago16

a memória. e o sentimento agridoce.

Para muitos aproxima-se o começo de uma nova etapa: a entrada no ensino superior. Não é o meu caso. Sou aluna do 3.º ano do curso de Sociologia no ISCTE. Estou quase a terminar esta etapa. Pelo menos parte dela. Mas como é que isto aconteceu?

 

No ensino secundário optei pelo curso de Ciências e Tecnologias (acho que ainda é assim que se chama!). Toda a turma, ou pelo menos a maioria, enveredou pelas ciências. Primeiro erro. Estou mais do que arrependida. Porque é que tive que seguir o caminho dos outros e não escolher o meu? Pois. Logo no fim do 10.º ano apercebi-me que aquilo não era a minha praia, apesar de gostar muito da tabela periódica e de mexer no microscópio. Mas isso não chega. Tem que se gostar mesmo daquilo. Eu não gostava. Sim, tinha a opção de mudar para o curso de Humanidades. Mas não queria ficar atrasada mais um ano. Mau pensamento. Ainda assim, fiz tudo direitinho. Passei às disciplinas todas. A média não foi alta. Mas também não foi baixa. Quer dizer, depende do ponto de vista. Foi a que consegui. Esforçei-me para aqueles números. Sim, porque no ensino superior público apenas se interessam pelos teus números. No final do 12.º não fazia a mínima ideia do que escolher. Eu gostava realmente de Direito ou Jornalismo. Tudo a ver, eu sei. Mas nenhuma foi a minha primeira opção. Como estava num curso de ciências achei que o mais correto era escolher um curso ligado a tal. Segundo erro. Escolhi bioquímica. Quando me perguntavam se era mesmo aquilo, eu dizia com toda a confiança que era o que eu realmente queria fazer. Claro que não e ainda bem que não. 

 

Chegou o dia de fazer a inscrição. Não estava a correr bem. Não percebia nada daquilo. Estava nervosa e estava apenas em frente a um computador. Desloquei-me ao ISCTE onde nos ajudavam a preencher aquilo. Sai de lá a chorar. É verdade. Estava tão nervosa que desatei a chorar. Desci aquela avenida (maldita sejas!) num pranto. Achei que não ia conseguir entrar em nada. Achei que não tinha média para entrar num curso interessante. Que eu realmente gostasse. Cheguei a casa e pus-me a pesquisar. Vi todos os cursos e mais alguns. As opções foram, por esta ordem: Bioquímica, Sociologia, Jornalismo e Direito. Se fosse hoje, punha Sociologia como primeira opção. Na altura, punha o jornalismo. Mas ainda não acabei. Falta o mestrado que será ligado ao jornalismo. Afinal, alguma coisa tinha que correr bem. 

 

Hoje, quando penso que estou quase a terminar a minha Licenciatura, não sei o que sinto. Mas sei que estou feliz e realizada. Os nervos, a espera valeram a pena. Foi dolorosa. Bastante. Não deviamos passar por isto. Mas faz parte. Quando sabemos que entrámos, a alegria é imensa e contagiante. Os meus vizinhos devem ter ficado surdos, peço desculpa. 

 

No fim, percebi que o pensamento deve ser o mais positivo possível. Devem estar cientes de que deram o vosso melhor. De que trabalharam para atingir aquele objetivo. Que independentemente de tudo o resto fizeram a escolha certa. 

beijinhos **

Não se esqueçam que estamos no instagram, facebook e bloglovin'.

Mariana Sofia

On Instagram

Bloggers Squad Portugal

Parcerias

Pesquisar

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.