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de costas pr'ó mar

por Mariana Sofia

por Mariana Sofia

de costas pr'ó mar

16
Fev17

DIY | a moldura

Mariana Sofia

Já está. O último detalhe do meu quarto está terminado. Queria uma coisa diferente. Com fotografia à mistura. Tinha uma parede vaga e queria preenchê-la com alguma coisa que tivesse significado e que me fizesse recordar os melhores momentos de sempre. Memórias felizes. Saiu isto, uma moldura diferente, à qual podem ser acrescentadas muitas mais fotografias. 

 

É bem fácil de fazer. Demorou, mais ou menos, 1h. O que dá mais trabalho é acertar tudo. Podem utilizar outro tipo de material para servir de base. 

  

A moldura 

Precisam de:

  • Talagarça de Esmirna (indicado para tapetes)
  • Tesoura de bicos
  • Molas pequenas de madeiras
  • 3 pregos
  • Fotografias

IMG_5347.jpg

* Para não ficar muito grande, utilizei 1m por 70cm. Acertei todo o corte com a tesoura. Para aumentar o tamanho dos buracos, com a tesoura de bicos, cortei 1 x 1; para ficar um quadrado. 

IMG_5348.jpg

* Optei por dispor primeiro todas as fotografias para ter a certeza onde cortar. Depois cortei tudo. 

* Com um martelo, preguei os pregos na parede, um em cada ponta e outro no meio. É só colocar a moldura e prender as fotografias com as molas de madeira. 

IMG_5349.jpg

 "A melhor forma de acabar as coisas é simplesmente começá-las."

(mr. wonderful)

beijinhos **

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22
Ago16

a memória. e o sentimento agridoce.

Mariana Sofia

Para muitos aproxima-se o começo de uma nova etapa: a entrada no ensino superior. Não é o meu caso. Sou aluna do 3.º ano do curso de Sociologia no ISCTE. Estou quase a terminar esta etapa. Pelo menos parte dela. Mas como é que isto aconteceu?

 

No ensino secundário optei pelo curso de Ciências e Tecnologias (acho que ainda é assim que se chama!). Toda a turma, ou pelo menos a maioria, enveredou pelas ciências. Primeiro erro. Estou mais do que arrependida. Porque é que tive que seguir o caminho dos outros e não escolher o meu? Pois. Logo no fim do 10.º ano apercebi-me que aquilo não era a minha praia, apesar de gostar muito da tabela periódica e de mexer no microscópio. Mas isso não chega. Tem que se gostar mesmo daquilo. Eu não gostava. Sim, tinha a opção de mudar para o curso de Humanidades. Mas não queria ficar atrasada mais um ano. Mau pensamento. Ainda assim, fiz tudo direitinho. Passei às disciplinas todas. A média não foi alta. Mas também não foi baixa. Quer dizer, depende do ponto de vista. Foi a que consegui. Esforçei-me para aqueles números. Sim, porque no ensino superior público apenas se interessam pelos teus números. No final do 12.º não fazia a mínima ideia do que escolher. Eu gostava realmente de Direito ou Jornalismo. Tudo a ver, eu sei. Mas nenhuma foi a minha primeira opção. Como estava num curso de ciências achei que o mais correto era escolher um curso ligado a tal. Segundo erro. Escolhi bioquímica. Quando me perguntavam se era mesmo aquilo, eu dizia com toda a confiança que era o que eu realmente queria fazer. Claro que não e ainda bem que não. 

 

Chegou o dia de fazer a inscrição. Não estava a correr bem. Não percebia nada daquilo. Estava nervosa e estava apenas em frente a um computador. Desloquei-me ao ISCTE onde nos ajudavam a preencher aquilo. Sai de lá a chorar. É verdade. Estava tão nervosa que desatei a chorar. Desci aquela avenida (maldita sejas!) num pranto. Achei que não ia conseguir entrar em nada. Achei que não tinha média para entrar num curso interessante. Que eu realmente gostasse. Cheguei a casa e pus-me a pesquisar. Vi todos os cursos e mais alguns. As opções foram, por esta ordem: Bioquímica, Sociologia, Jornalismo e Direito. Se fosse hoje, punha Sociologia como primeira opção. Na altura, punha o jornalismo. Mas ainda não acabei. Falta o mestrado que será ligado ao jornalismo. Afinal, alguma coisa tinha que correr bem. 

 

Hoje, quando penso que estou quase a terminar a minha Licenciatura, não sei o que sinto. Mas sei que estou feliz e realizada. Os nervos, a espera valeram a pena. Foi dolorosa. Bastante. Não deviamos passar por isto. Mas faz parte. Quando sabemos que entrámos, a alegria é imensa e contagiante. Os meus vizinhos devem ter ficado surdos, peço desculpa. 

 

No fim, percebi que o pensamento deve ser o mais positivo possível. Devem estar cientes de que deram o vosso melhor. De que trabalharam para atingir aquele objetivo. Que independentemente de tudo o resto fizeram a escolha certa. 

beijinhos **

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