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de costas pr'ó mar

por Mariana Sofia

30
Nov17

O poder das pequenas coisas.

Mariana Sofia

“Para odiar, as pessoas têm de aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”, Nelson Mandela

pequenas_coisas.jpg

Ruth Jefferson é muito boa naquilo que faz. Ajuda bebés a vir ao mundo. E cuida deles nos seus primeiros dias de vida. Todos os dias surgem casos novos. Uns mais complicados do que outros, mas o profissionalismo faz parte de si. Um dia, é colocado um post-it na ficha de um paciente: “ESTE PACIENTE NÃO DEVE SER TRATADO POR PESSOAL AFRO-AMERICANO”. E tudo teria ficado por aqui, se o bebé não tivesse enfrentado complicações no dia seguinte. Ruth é a única enfermeira por perto. Restam-lhe duas opções: cumprir as ordens que lhe foram dadas, ou intervir. O que acontece depois altera a vida de todos, e a imagem que têm uns dos outros.

 

Porque o preconceito racial está presente no nosso quotidiano. Todos os dias somos confrontados com ele. Pode não nos afetar diretamente, mas ele está lá. E a injustiça também. Principalmente para com as minorias. Sejam étnicas ou não. Está lá tudo, menos a tolerância. Não somos todos pessoas? Temos todos os mesmos direitos e deveres, certo? Depende. Depende das circunstâncias e das pessoas.

 

Quando um livro nos faz chorar, é um bom livro. E foi o que aconteceu. A história tem a capacidade de nos fragmentar a cada página. Somos confrontados com as nossas próprias convicções e valores. Somos levados a questionar tudo o que já questionámos, mas não demos grande importância. Porque, de facto, a questão da cor de pele não é um problema. Pelo menos para aqueles que nunca foram alvo de discriminação. Porque só se torna um problema, quando nos afeta.

 

beijinhos **

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23
Nov17

A Rapariga que Roubava Livros

Mariana Sofia

 "Há diferentes histórias que permito me destraiam enquanto trabalho, tal como acontece com as cores. Recolho-as nos sítios mais improváveis e miseráveis e certifico-me de que as recordo durante o meu serviço."

rapariga_roubava_livros.jpg

Só vi um filme que tenha sido uma adaptação de um livro. E não gostei. Sim, estou a falar da "Rapariga no Comboio". Entretanto vi outro, muito depois de ter lido o livro, cerca de 2 anos. Estou a falar d' "A Rapariga que roubava livros". E foi diferente, mas… Há quase sempre um mas. 

 

É uma história absorvente, que nos conta o Holocausto de uma perspetiva diferente. É a morte quem narra a história. E narra-a de uma forma única e arrepiante, numa leitura que os prende de tal forma que julgamos mpossíve. A morte é quem vai recolhendo as almas dos que não foram suficientemente fortes para aguentar com tudo. Trabalha para os maiores cretinos do mundo, mas não deixa de ser o seu trabalho, refere.

 

A rapariga que roubava livros sobrevive no meio da guerra, numa família que não é a sua, mas que acaba por se tornar a única coisa que tem. E, é na leitura que encontra o escape à dura realidade que a cerca, e a salvação dos demais. As condições precárias em que estas pessoas viviam é uma realidade bem distante da nossa, felizmente. Mas faz parte da história da humanidade, ou inumanidade. Uma história com tanto por contar e por descobrir. Mas que se torna cada vez mais arrepiante a cada página que passa.

 

O livro é infinitas vezes melhor do que o filme. E acho que vai ser sempre assim. Não é possível converter todos os pormenores descritos em 500 ou mais páginas para um filme de 80 minutos. E mesmo que fosse possível, não seria a mesma coisa. Porque o folhear de cada página é uma sensação indescritível. Porque ler oferece-nos o prazer inigualável de imaginar a história. 

 

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E a propósito do evento do ano? Sim, estou a falar do Jantar de Natal dos Blogs! Vê tudo aqui e rápido <3

beijinhos **

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02
Nov17

Um avô muito à frente

Mariana Sofia

Há sempre uma desculpa qualquer para não ir ao cinema. Ou porque está um dia fantástico de sol. Ou porque não está filme nenhum que compense gastar dinheiro (os bilhetes ainda são caros, por isso tem de ser mesmo bom!). Ou porque já temos o dia cheio de tralha para fazer, que nem tempo temos de descansar a pipoca. 

 

E, como o nosso pacote inclui os canais TVcine, aproveitámos e fomos ver quais é que já tinham dado. "Um avô muito à frente" já o queríamos ver desde que saiu do cinema. E, estava na programação e nós andámos com ele para trás. Estes desenvolvimentos tecnológicos são o tesouro do futuro. São raras as pessoas que esperam por ver alguma coisa em direto. 

um avô muito à frente.jpg

Uma comédia que nos faz rir do início ao fim, mas que nos faz perceber o verdadeiro valor do tempo e dos laços que criamos com os outros. Dick é o avô mais depravado que um neto pode ter. Mas é um avô que nos faz perceber a importância do tempo, ou melhor, a verdadeira importância de aproveitar a vida, todos os dias. E, por não ter tido uma relação tão próxima com o seu filho, é no neto que projeta todos os bons momentos que ainda quer viver. E os sábios conselhos que tem para lhe dar, só resta saber de que forma os deve seguir.

 

Avô e neto embarcam numa viagem tão intensa quanto hilariante, que lhes mostra o valor da amizade. E do amor. Entre ambos, e entre todos aqueles com quem se cruzarão. 

beijinhos **

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05
Out17

Escrito na Água

Mariana Sofia

"Cuidado com as águas calmas. Não sabemos o que escondem no fundo."

Escrito_Água.jpg

O poço das afogadas é um local de suicídios. E um local onde se livram das mulheres problemáticas. Foi o local onde ficou Nel, a mulher que sempre quis descobrir o mistério que escondia o rio que levou apenas mulheres. E, depois da sua morte, não é apenas a dúvida sobre o que aconteceu que ficou no ar. Todos vão querer saber o que aconteceu a todas aquelas mulheres. Todos vão querer saber o porquê. Até nós, a cada página que viramos.

 

Um thriller envolvente que nos leva a querer desvendar o que realmente acontece naquele rio. Será uma inevitabilidade, ou alguém que se livra de mulheres que querem saber demais? Têm elas alguma ligação entre si? O passado é inevitavelmente remexido, e com eles surgem surgem recordações surpreendentemente reveladoras.

 

O final é inesperado, como já esperávamos. Todas as personagens deixam o seu final em aberto, talvez porque nunca sabemos o que nos reserva o dia seguinte. 

beijinhos **

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10
Ago17

A Mulher do Plantador de Chá

Mariana Sofia

Sedutor. Arrebatador. Intrigante. Complexo.

Mulher_Plantadordechá.JPG

Um romance histórico que cativa do início ao fim. Um romance histórico com um final inesperado, mas que me desiludiu. Um romance que aborda os segredos que todos temos. E os medos também. Um romance que aborda as escolhas, as mais difíceis e que nos tiram o sono. 

 

'A Mulher do Plantador de Chá' é uma história rica, tanto em cenário como em personagens. É-nos apresentada, embora de que forma simplista, a realidade de Ceilão. Toda a realidade da mão de obra escrava que contrasta com a riqueza de uma só família, numa plantação de chá. É-nos dada uma visão da essência daquela gente que é feliz com o pouco que tem, principalmente as crianças. 

 

Uma história onde poucas são as personagens que compõem esta família. Cada uma com uma personalidade tão forte e característica. Uma aia fiel, que aconteça o que acontecer permanece fiel aos segredos mais obscuros da família que serve. Um homem rico, mergulhado no passado triste e obscuro, mas romântico e apaixonado à sua maneira. Uma irmã revoltada com a sua vida, sem nunca conseguir ultrapassar um desgosto de amor, sempre pronta a passar por cima dos outros para atingir o que pretende. Uma jovem mulher que tenta sobreviver com um segredo que assombra os seus dias em prol da sobrevivência da sua família.

 

É uma história que nos permite questionar o poder que os segredos podem ter. Segredos passados que condicionam o presente. Escolhas terríveis são tomadas em prol da sobrevivência de um casamento. Uma paixão, que nos tira o fôlego, é mais valiosa do que um filho? E no fim, será possível perdoar?

beijinhos **

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