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de costas pr'ó mar

Mariana Sofia

Ter | 23.01.18

É a memória que constrói o tempo.

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 // imagem retirada do Pinterest //

E que nos permite definir a história. A nossa história. Que fica, todos os dias, mais recheada. De bons momentos e de valentes aprendizagens. De pessoas que vêm, ficam e que nos marcam. De pessoas que vêm e que se vão embora, sem aviso prévio. E é com todas as recordações que conseguimos construir a nossa memória, que nos permite construir o tempo. O nosso tempo.

 

É com ternura que oiço as histórias que me são contadas. Sobre os meus avós paternos, que não tive o prazer de conhecer. Sobre a infância dos meus pais. E sobre os momentos de que têm mais saudades. “Jogar ao guelas (berlindes) e ao canivete”, diz a mãe. “Fugíamos da escola e íamos comer as cerejas, lá no monte. Eram tão boas”, diz o pai. Os seus olhos brilham e transbordam de felicidade e nostalgia ao recordarem momentos tão felizes. São estas recordações, ainda tão vivas, na sua memória, que lhes permitem reviver, ainda que por breves instantes, aquilo que um dia os fez tão felizes. Porque era apenas preciso um canivete para fazer as delícias dos mais pequenos. Ou uma árvore carregada de cerejas para ficar com um sorriso e encher a barriga de quem morava no campo.

 

Porque o tempo passa, e ficam apenas as recordações dos melhores momentos. Porque são essas recordações que nos lembram o quão felizes já fomos. E todas as aprendizagens e objetivos que já alcançamos. Porque é com a construção dessas memórias que nos desafiamos a fazer mais e melhor. Alcançar o tempo é um desafio constante. E fazer com que ele não se esgote é a melhor forma de o aproveitar, ao máximo.

beijinhos **

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