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de costas pr'ó mar

Mariana Sofia

Seg | 17.09.18

Review // A Contadora de Histórias

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Há livros que nos mostram o principal motivo pelo qual devemos estar gratos todos os dias: a vida. Não é cliché. É mesmo assim. Não vivemos o Holocausto. Não sabemos o que é ter que passar por cima de corpos mortos a tiro. Não sabemos o que é ter que arrancar um dente com uma caneta roubada, só para não corrermos o risco de ir para a pior sala de espera – o hospital – daquele que foi considerado o Anus Mundi, ou Auschwitz como é mais conhecido.

 

Porque mais do que um livro que dá voz aos ainda sobreviventes do Holocausto, A Contadora de Histórias é uma obra de arte literária, que nos deixa sem fôlego a cada página virada. Uma narrativa intensa que fala sobre a força de viver, e a capacidade de perdoar, sem nunca esquecer. Uma narrativa intensa que fala sobre o amor sob as mais diversas perspetivas e, sobre o amor de mãos dadas com a traição.

 

Uma narrativa envolvente que nos conta três histórias que, apesar de diferentes, se cruzam de uma forma inevitável. Minka, a avó sobrevivente, que não fala sobre o seu passado, não porque o tenha esquecido, mas porque se recorda de todos os dias de sofrimento, de dor e de podridão daquela que foi a pior época da história da humanidade. Sage, a padeira de profissão, que vê na sua profissão o refúgio para a realidade da solidão, das más memórias e do peso que carrega pela morte da mãe. Josef Weber, um velhote que partilha as reuniões do grupo de apoio ao luto com Sage, com um segredo que vai deitar por terra {quase} tudo aquilo em que Sage sempre acreditou.  Na verdade, e independentemente daquela que será a decisão final, “há uma razão para a palavra “história” ter, no seu cerne, a narrativa de uma pessoa”.

 

E vocês, que livro andam a ler? 

beijinhos **

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