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de costas pr'ó mar

Mariana Sofia

Ter | 02.06.20

Review // O Homem de Giz

~ com 4 ⭐︎

HomemGiz1.JPG

Sobre as novidades literárias, confesso que só equaciono que ocupem um lugar na minha estante, salvo raras exceções, quando deixam de o ser. Não gosto do mediatismo exagerado que se cria à volta de determinados lançamentos. Porque é apenas a febre de ter um novo título, aquele de que toda a gente fala, e que acaba por ser adorado, ou nem tanto, por todos. E todos têm a mesma opinião, porque o livro foi comprado e lido, por todos, ao mesmo tempo. A febre da novidade literária acaba por influenciar a opinião acerca da mesma, e as opiniões deixam de ser pessoais.

 

O Homem de Giz, com uma narrativa imersiva e cativante, dá-nos um murro no estômago. Porque apesar dos dois tempos em que a ação decorre, estarem quase em perfeita sintonia, o passado acaba por ser muito mais intrigante do que o próprio presente, deixando este de ser essencial à trama. O presente acaba por ser um mero acessório, tornando o final demasiado macabro, para que se tente explicar o porquê dos segredos do passado atormentarem tanto os pesadelos do presente.

 

Sobre a narrativa, há trinta anos, Eddie acreditou que o passado tinha ficado para trás, até ao dia em que recebe uma carta com um pedaço de giz e o desenho de um homem de giz. Parece que o passado se está a repetir e Eddie percebe que o jogo nunca terminou. Um mero jogo de infância, com paus de giz, acaba por enveredar por um caminho perigoso e sinuoso. E as crianças nem sempre são inocentes, guardando muitos segredos.

beijinhos **