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de costas pr'ó mar

Mariana Sofia

Qua | 23.05.18

Review // O Silêncio

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Começo com uma dúvida existencial. Quando, depois de lançadas as cartas, se advinha o final, continua a ser um bom livro? Acho que sim. E nem por ter adivinhado o desfecho, deixei de achar que estava construído um crime, sob um argumento bem pensado. E Fiona Barton conseguiu prender a minha atenção, do início ao fim, sem nunca me sentir perdida no meio do enredo.

 

Um bebé sepultado numa antiga casa de classe média em Londres é o início de qualquer coisa, e o fim de tudo. Porque um crime será sempre o início de uma história, e o fim da mesma.  É a história de uma mulher que vive com a esperança de encontrar o seu bebé recém-nascido, raptado da maternidade do hospital local. É a história de alguém que enterrou um bebé recém-nascido. É a mesma história, apenas com segredos diferentes. E é o constante flashback das personagens que nos permite desvendar as ligações que existem entre elas, mesmo sem se aperceberem.

 

E um jornalista não se limita a escrever notícias. O faro apurado de um jornalista raramente está errado e, Kate Waters vai ser essencial no desvendar de todo este mistério. É a sua curiosidade e o desejo de quer mostrar que a forma tradicional de se fazer jornalismo ainda tem muito para dar, que a levam até ao local do crime. Mas é também Kate que nos mostra que um jornalista é igualmente um ser dotado de sentimentos, e que por muito que a ética e a deontologia lhes diga que não se podem envolver com as personagens das histórias que contam, é muito improvável que tal não aconteça. Na verdade, quando é que podemos revelar informações confidenciais, que abrem as portas da esperança?

beijinhos **

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