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de costas pr'ó mar

Mariana Sofia

Seg | 24.12.18

Review // Sarah

Não via a hora de terminar este livro. Não que já estivesse há demasiado tempo na mesa de cabeceira, porque até nem foi o caso. Mas porque não me cativou, nem no início, muito menos a meio, e também não seria no final que se revelaria um bom livro. Estava perdido numa estante cá em casa, e eu dei-lhe uma oportunidade {será defeito ou feitio?}.

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Não é um bom livro, mas também não tem uma narrativa assim tão má. Aborda realidades fraturantes da sociedades em que vivemos, mas sempre sob o olhar de quem vive essas mesmas realidades. A identidade de género surge associada ao negócio da prostituição, e acho que é aí que a narrativa perde grande parte do seu potencial. Demasiado cliché.

 

A história é perturbadora; os momentos de agressividade, dor e brutalidade dão lugar a breves instantes de ternura e compaixão. Aqui não se fala de amor, nem mesmo do amor incondicional entre mãe e filho. O contexto da prostituição é obscuro, não havendo espaço para que se sinta amor, ou qualquer outra forma de carinho. A ambição é desmedida, e as consequências revelam-se incontornáveis.

 

Em jeito de conclusão, e porque hoje é Natal, nunca se esqueçam que o mais importante nesta quadra são as pessoas que estão na nossa vida. E que connosco querem partilhar os melhores momentos. Nunca se esqueçam que no final, o mais importante é o amor que sentimos pelas nossas pessoas, e o desejo de que, para o ano, se reúnam as mesmas pessoas, à volta daquela mesa cheia de coisas boas. Feliz Natal.

beijinhos **

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